Marina
vamos nos amar
amar in (where?)
na rima, no mar?
Separar do sal da pele
a marina-mulher-Marina
minha menina-de-amar
Marina, marina
nome frágil
menina-mar
que olhos, com que olhos olhar
amar Marina,
menina-de-mar?
Que mãos navegar
o mar de Marina
menina-marina?
Marina
olhos de mar
palavra de rima
boca de amar
amar Marina
marinamar
amarina
menina-de-amar
e o céu espelha-se
nos olhos de mar
de marina
e o sol toca a pele
a pele marina
da minha menina-de-mar
ah, pudera o poeta
como quebra, penetra
a palavra
penetrar também
as maravilhas
da menina-marina
sem pedir licença
o corpo sumindo
unindo-se ao mar
da marina-mulher-Marina
a minha menina de amar.
Domingo, 21 de Junho de 2009
Terça-feira, 9 de Junho de 2009
Canção Melancólica
Abraço agora a cidade
fazendo dela o que me resta.
Do muito que perdi mas tive
livro-me. Rendo-me à vida,
afinal.
Amores?
Tive do bom, do ruim
tive sempre tive
algum...
Qual deles presta?
Presta nenhum.
Fazer da vida o
que fizer ela,
sem mais
perdidos todos
loucos todos
somos tão tristes...
mas somos tão mais...
abraço a cidade,
esta cinza cidade
que amo. de qualquer
ponto de Belo Horizonte - eu sei -
sou invisível
e ainda assim me acolhe esta cidade
como se reconhecesse-se-me.
eis que triste é ela,
afinal.
mas somos todos felizes
somos todos loucos
e a vida é pouca
e a vida é louca - não só do Maranhão
mas temos senão ela ela mesma pra viver.
descendo de amores, de ilusõess
de racionalidades
de matematiquices gramatiquices
despindo-nos,
estamos todos
somos todos melancólicos
ao final.
fazendo dela o que me resta.
Do muito que perdi mas tive
livro-me. Rendo-me à vida,
afinal.
Amores?
Tive do bom, do ruim
tive sempre tive
algum...
Qual deles presta?
Presta nenhum.
Fazer da vida o
que fizer ela,
sem mais
perdidos todos
loucos todos
somos tão tristes...
mas somos tão mais...
abraço a cidade,
esta cinza cidade
que amo. de qualquer
ponto de Belo Horizonte - eu sei -
sou invisível
e ainda assim me acolhe esta cidade
como se reconhecesse-se-me.
eis que triste é ela,
afinal.
mas somos todos felizes
somos todos loucos
e a vida é pouca
e a vida é louca - não só do Maranhão
mas temos senão ela ela mesma pra viver.
descendo de amores, de ilusõess
de racionalidades
de matematiquices gramatiquices
despindo-nos,
estamos todos
somos todos melancólicos
ao final.
Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
O caminho do céu
O meu amor é esse riso tímido
que já não disfarço
pois só ando em falso passo
e me apanhas, meu amor.
Já vivo então em teu abraço
esse laço simples, e não
me prendes, me guias
Eis que me faço
o feliz, o
atípico eu, de alegrias e vida e
repousado em teus braços,
apenas...
apenas esta sombra me distrai.
Com minhas mãos eu traço
seu contorno, dessa sombra
nossa.
Nenhum plano outro
faço e sequer ouso
duvidar,
Iracema,
vez esta que sou eu,
inteiro homem eu, a te amar.
que já não disfarço
pois só ando em falso passo
e me apanhas, meu amor.
Já vivo então em teu abraço
esse laço simples, e não
me prendes, me guias
Eis que me faço
o feliz, o
atípico eu, de alegrias e vida e
repousado em teus braços,
apenas...
apenas esta sombra me distrai.
Com minhas mãos eu traço
seu contorno, dessa sombra
nossa.
Nenhum plano outro
faço e sequer ouso
duvidar,
Iracema,
vez esta que sou eu,
inteiro homem eu, a te amar.
Terça-feira, 7 de Abril de 2009
Concerto para silêncios
Meus pés te amam
Esses pés que suportam a alma
que esperam impacientemente
repetindo um compasso
qualquer, eles que
um dia irão desaparecer
feito todos os seus rastros
Esses mesmos pés te amam
Assim como também
minhas mãos curiosas
elas te descobrem
te renovam
minhas mãos te se inundam
famintas mãos
devoram teus seios seios meus
devoram teu cheiro
teu gosto que
Minha boca ama
ama teus lábios
e o férreo gosto
que - ora - verte
de ti para si
tua boca que guarda tua voz
que guarda - espalha - meu
nome
meu ouvido ama tua
boca e teu silêncio
ama tua voz o meu ouvido
(minha orelha vermelha mais
tua gengiva vermelha
mais tua língua vermelha)
tuas pernas
respondem ao vermelho
tuas pernas secretas desnudas
tuas pernas que revelam
tuas pernas
tuas pernas elas melam
minhas pernas
elas tremem
minhas pernas elas
e meus olhos te amam
meus olhos te decoram
te aprenderam no beijo
te envolvem te contemplam
te fodem os meus olhos
Assim te amo,
mulher, e mulher não
te sabia como sei agora
que te amo
E não só meu corpo
e suas fomes te amam
Há uma força agressiva
incontrolável que mata
- é a verdadeira
morte -, essa minha
intransigente vida, a necessidade de
viver, comendo de ti
também a vida
...E porque te amo te mato
e porque te amo morro.
Esses pés que suportam a alma
que esperam impacientemente
repetindo um compasso
qualquer, eles que
um dia irão desaparecer
feito todos os seus rastros
Esses mesmos pés te amam
Assim como também
minhas mãos curiosas
elas te descobrem
te renovam
minhas mãos te se inundam
famintas mãos
devoram teus seios seios meus
devoram teu cheiro
teu gosto que
Minha boca ama
ama teus lábios
e o férreo gosto
que - ora - verte
de ti para si
tua boca que guarda tua voz
que guarda - espalha - meu
nome
meu ouvido ama tua
boca e teu silêncio
ama tua voz o meu ouvido
(minha orelha vermelha mais
tua gengiva vermelha
mais tua língua vermelha)
tuas pernas
respondem ao vermelho
tuas pernas secretas desnudas
tuas pernas que revelam
tuas pernas
tuas pernas elas melam
minhas pernas
elas tremem
minhas pernas elas
e meus olhos te amam
meus olhos te decoram
te aprenderam no beijo
te envolvem te contemplam
te fodem os meus olhos
Assim te amo,
mulher, e mulher não
te sabia como sei agora
que te amo
E não só meu corpo
e suas fomes te amam
Há uma força agressiva
incontrolável que mata
- é a verdadeira
morte -, essa minha
intransigente vida, a necessidade de
viver, comendo de ti
também a vida
...E porque te amo te mato
e porque te amo morro.
Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009
Poema maior de amor
Agora que já conheço tua voz
teu sorriso teu tato
Preciso aprender-te nas
coisas todas que há
Agora que ecoa fielmente
meu nome dito por tua voz
em minha mente, preciso
de outras tantas inefáveis
cousas todas que há
E compreender a ubiqüidade do ser amado como
Componente inegável do amor
Estás de fato em tudo quanto
penso, em tudo quanto vejo,
em tudo que nasce e
que morre
E estás além:
Estas inevitavelmente através
de todos os tempos e te encontro
desde o princípio do
sempre musa
(Todos os poetas te cantaram,
ó Amada, sejam em redondilhas ou rondós
ou alexandrinos ou - o
mais desesperado de todos - o verso
livre)
Ainda assim
preciso urgentemente deste poema
que não te diz nada
-diz a mim!- e que
será inútil se declamado
Mas é o poema
para a exata comoção
de todas as cousas que há
Preciso agora aprender-te
em tudo
não apenas sentir tua
presença, preciso e posso
querer em cada mínima matéria
encontrar rastro de ti
Porque estás além
das simples ou complexas cousas
estás, estás, estás
(e mais que isso:
és) no amor.
teu sorriso teu tato
Preciso aprender-te nas
coisas todas que há
Agora que ecoa fielmente
meu nome dito por tua voz
em minha mente, preciso
de outras tantas inefáveis
cousas todas que há
E compreender a ubiqüidade do ser amado como
Componente inegável do amor
Estás de fato em tudo quanto
penso, em tudo quanto vejo,
em tudo que nasce e
que morre
E estás além:
Estas inevitavelmente através
de todos os tempos e te encontro
desde o princípio do
sempre musa
(Todos os poetas te cantaram,
ó Amada, sejam em redondilhas ou rondós
ou alexandrinos ou - o
mais desesperado de todos - o verso
livre)
Ainda assim
preciso urgentemente deste poema
que não te diz nada
-diz a mim!- e que
será inútil se declamado
Mas é o poema
para a exata comoção
de todas as cousas que há
Preciso agora aprender-te
em tudo
não apenas sentir tua
presença, preciso e posso
querer em cada mínima matéria
encontrar rastro de ti
Porque estás além
das simples ou complexas cousas
estás, estás, estás
(e mais que isso:
és) no amor.
Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009
Sorella
Você nem chegou
ainda
e eu já ouço
todos os seus
risos passos
gritos
choros
pela casa velha
este lar
meio frio
Que você vai
renovar
com esse seu
infantil existir
e ele
vai te
abrigar,
minha pequena
Júlia.
____________________________________________________________________________________
E, nove meses após sua chegada, a casa, este lar meio frio, não foi apenas renovado: foi reinventado. Se ela soubesse, pudesse compreender, como a ela agradeço por eu estar vivo e vivendo...
ainda
e eu já ouço
todos os seus
risos passos
gritos
choros
pela casa velha
este lar
meio frio
Que você vai
renovar
com esse seu
infantil existir
e ele
vai te
abrigar,
minha pequena
Júlia.
____________________________________________________________________________________
E, nove meses após sua chegada, a casa, este lar meio frio, não foi apenas renovado: foi reinventado. Se ela soubesse, pudesse compreender, como a ela agradeço por eu estar vivo e vivendo...
Sábado, 3 de Janeiro de 2009
Ao outro.
Há que se amar
e amar o amor perdido
amar mais o amor ainda não tido
Senti-lo mais
que o amor plausível, tateável
o amor que amanhece e te sorri
anoitece e te penetra e te guia
Sou mais o que não fui
que estes fatos que deito em palavra
Somente o inexprimível atinge-me
para um poema.
O pôr-do-sol não é poético,
mas sim sua contemplação.
Apenas à poesia dialética:
a ela me entrego
O amor que não beijei
bate a porta
junto ao pranto que não derramei
pela musa que não houve
E assim
vem-me isto:
mais mortes que vida.
(03/01/09)
_____________________________________
Primeiro poema do ano...
Em dois mil e oito, pouco escrevi. De dois mil e nove, o que esperar? O ano realmente diferente da minha vida, talvez. Poemas? ...
e amar o amor perdido
amar mais o amor ainda não tido
Senti-lo mais
que o amor plausível, tateável
o amor que amanhece e te sorri
anoitece e te penetra e te guia
Sou mais o que não fui
que estes fatos que deito em palavra
Somente o inexprimível atinge-me
para um poema.
O pôr-do-sol não é poético,
mas sim sua contemplação.
Apenas à poesia dialética:
a ela me entrego
O amor que não beijei
bate a porta
junto ao pranto que não derramei
pela musa que não houve
E assim
vem-me isto:
mais mortes que vida.
(03/01/09)
_____________________________________
Primeiro poema do ano...
Em dois mil e oito, pouco escrevi. De dois mil e nove, o que esperar? O ano realmente diferente da minha vida, talvez. Poemas? ...
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